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Banco na decoração – Saiba como aproveitar a versatilidade do elemento na composição dos ambientes

Assumindo inúmeras funções, a execução da marcenaria planejada para a execução de bancos configura-se como excelentes escolhas para o décor e a organização do lar;

As arquitetas do escritório Mirá Arquitetura explicam como inserir o mobiliário e tirar o melhor proveito na proposta de cada ambiente

Na arquitetura de interiores, a execução dos bancos confere muito além de espaço para assento. Nos projetos residenciais, a peça pode agregar a aplicabilidade de baú e nichos para organização de objetos | Projeto do escritório Mirá Arquitetura | Foto: Nathalie Artaxo

Na antiguidade, quando o homem deduziu que um apoio o permitia sentar-se afastado do chão e que isso lhe traria mais conforto, deu-se início a concepção do banco. Com o passar dos anos, este assento foi evoluindo até ser complementado com encosto para apoiar as costas, assim transformando-se em cadeira. Porém, apesar das adaptações e modificações, os bancos sempre fizeram parte do dia a dia das pessoas em diversas épocas, permanecendo no mobiliário das residências até hoje por sua funcionalidade, versatilidade e facilidade no uso.

Atualmente, além de oferecerem praticidade, os bancos são boas opções para o décor do lar, conferindo mais charme e estilo para os ambientes. Isso porque dispõem de diferentes formatos, tamanhos e materiais, sendo bem-vindos em qualquer cômodo da casa. “Além de assentos e elemento decorativo, os bancos desempenham outras finalidades. Podem ser empregados como mesa de centro, apoio para produtos no banheiro, substitui a uma escadinha na cozinha, além de um acessório prático ao pé da cama, entre outras utilidades, mostrando o quanto esse móvel é versátil”, explica Juliana Rinaldi, sócia de Fernanda Hardt no escritório Mirá Arquitetura.

A dupla de profissionais afirma que o décor de interiores residencial conta com dois tipos de bancos: aqueles executados em marcenaria sob medida e os soltos. Contudo, o mais habitual nos lares são os planejados, excelentes para apartamentos menores, uma vez que possibilitam

ganhar espaço na circulação. “Ao incluir um banco, economizamos espaço que compreende a dimensão de uma cadeira e a área para seu manuseio”, detalha Fernanda. Em contrapartida, os bancos soltos são mais bem aproveitados em salas grandes, criando mais uma alternativa de assento e se diferenciando dos móveis muito volumosos como sofá e poltronas.

Neste apartamento, os clientes solicitaram um amplo aproveitamento da varanda, já que o propósito era ter um lugar propício para recepcionar amigos e familiares. Assim sendo, acompanhando a integração dos ambientes, a marcenaria que deu vida ao banco com nichos para guardar rótulos de vinhos e itens decorativos, na verdade, é uma extensão do rack presente na sala de estar. Para deixar tudo ainda mais gostoso, assento e encosto de futons foram incluídos | Foto: Nathalie Artaxo

Decoração

Além de multifuncionais, os bancos são excelentes elementos decorativos e, por conta do design moderno acabas agregando uma outra cara para o ambiente onde está empregado. Porém, deve harmonizar com a decoração proposta no cômodo para não incorrer no risco de um grande contraste com relação aos demais móveis do cômodo nas questões tonalidade, formato ou textura. De olho no equilíbrio, as arquitetas do Mirá Arquitetura recomendam prestar atenção nas medidas, pois o tamanho do banco não pode ultrapassar as proporções do restante do mobiliário. “Os bancos sob medida devem seguir o mesmo conceito da marcenaria do apartamento, pois assim temos a sensação de amplitude com a continuidade de materiais. Já com relação os bancos soltos, conseguimos pensar como um item de destaque na decoração, ainda mais se for modelo imponente ou assinado por um designer reconhecido” acrescenta Juliana.

Como e onde empregar o banco em casa

Na varanda, o banco cooperou para otimizar o espaço, viabilizando a sensação de amplitude. A marcenaria foi complementada com futons mais altos | Foto: Nathalie Artaxo

Todos os cômodos são aptos a receberem bancos. No entanto, em um décor contemporâneo eles se fazem mais presentes na sala de jantar e na varanda. Mas como o principal requisito é aplicá-lo em boas ideias e funcionalidades, em um dormitório mais amplo a peça pode ser aproveitada próximo à janela ou em frente à cama. Acompanhe o olhar de Fernanda e Juliana para o uso do banco em cada cômodo:

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Hall de entrada: Por ser um item com dimensões compatíveis para espaços pequenos, o banco se encaixa perfeitamente no hall de entrada, pois não interfere na passagem dos moradores. Um banco com design moderno e decorado com algumas almofadas atribui estilo para o local. “Além disso, serve de apoio para bolsas, casacos e chaves, fazendo a função de um aparador, mas sem ocupar muito espaço”, comenta Fernanda;

Sala de estar: Por aqui é possível introduzir bancos de diferentes modelos e formatos para, por exemplo, substituir uma mesinha de centro ou mesas laterais. Caso o sofá esteja com as costas livres, é uma boa pedida para preencher este vão;

Produzida pelas arquitetas da Mirá Arquitetura, a sala de jantar com os bancos conhecidos como canto alemão| Foto: Nathalie Artaxo

Sala de jantar: Como geralmente estão integradas com o estar, resultando em um tamanho reduzido, é necessário otimizar os espaços para que o ambiente acomode todos os convidados ao redor da mesa. A solução é trabalhar em uma proposta onde os bancos substituem as cadeiras, em uma configuração intitulada como banco alemão. “Lembrando que deve ficar sempre encostado na parede”, destaca Juliana;

Quarto: Os bancos deixam o ambiente mais aconchegante e sofisticado. Dialogando com os demais itens do mobiliário, um banco de madeira sem encosto fica super adequado aos pés da cama que, além de apoio para calçar um sapato antes de sair, pode comportar almofadas baixas e futons. E caso a peça seja estofada, a indicação é seguir o estilo das cortinas, tapetes e o enxoval da cama;

Banheiro: No banheiro, facilita a rotina de cuidados de higiene e o momento do banho, trazendo segurança e praticidade em residências com crianças e idosos. De preferência em um tamanho pequeno – para não prejudicar a circulação, o banco valoriza o décor;

Área externa: Para esse tipo de ambiente, resistência e durabilidade dos materiais devem ser considerados em função das intempéries da natureza. Assim sendo, os mais indicados são a madeira, aço, acrílico ou concreto.

Conforto nos bancos

A principal função do banco ainda é o assento, mas nem todos são feitos com materiais confortáveis, causando certo incômodo quando se passa mais tempo sentado. Para evitar esse incômodo, almofadas e futons são os aliados. Também é importante pensar na altura, que precisa ser compatível à ergonomia de uma cadeira convencional. Assim, na conta que resultará na execução do projeto, considerar a altura do assunto é essencial para que o móvel não ultrapasse o padrão e se torne mais alto.

Na área externa da cobertura, os clientes queriam mais espaço para acolher família e amigos, sem a preocupação de promoverem manutenção constante ou precisar deslocar, com urgência, o mobiliário em dias de chuva. A resolução de Juliana e Fernanda foi aproveitar o ‘L’ para construir um banco de alvenaria revestido em porcelanato que simula a aparência do cimento queimado. Emborrachado e com tecido específico para área externa, os futons podem receber chuva | Foto: Nathalie Artaxo

Outros materiais

A madeira se configura no topo da preferência, mas é fato que os bancos podem ser confeccionados com outros materiais, a depender do projeto. Segundo as profissionais, não existe limite para a criatividade e os bancos podem ganhar vida com o acrílico, serralheria, plástico, alvenaria e materiais recicláveis, entre outros.

Os bancos também podem fazer a função de armazenamento ajudando na organização. Neste projeto do escritório Mirá Arquitetura o móvel ganhou nichos para receber uma caixa organizadora, sapatos ou outros objetos | Foto: Nathalie Artaxo

Muito além do sentar-se

Armazenar objetos também é uma das funções do banco, contribuindo para a organização da casa. Alguns modelos dispõem de nichos para apoiar revistas e livros, além de guardarem os sapatos assim que os moradores chegam da rua. Os bancos organizadores, como também são conhecidos, costumar ser personalizados para atender demandas específicas da casa. “Principalmente em imóveis pequenos, os baús são magníficos para equacionar um problema, que é a falta de espaço. Entre tantas viabilidades, ‘escondem’ até vassoura, rodo e aspirador quando não há como fazê-lo na área de serviço”, exemplificam as arquitetas.

Sobre a arquiteta Mirá Arquitetura

Graduadas em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, as arquitetas Fernanda Hardt e Juliana Rinaldi fundaram o escritório em 2017 e trabalharam com o site de projetos online chamado “Em Canto Meu”. Depois de finalizarem essa parceria, em mais de um ano foram responsáveis pela execução de mais de 50 projetos e 30 obras.

Apaixonadas por um décor com traços contemporâneos e as diversas formas de arte, a dupla trabalha essas referências alinhadas ao estilo e as preferências indicadas por cada projeto. Aliás, a máxima que norteia o trabalho das profissionais é justamente fazer dos clientes a principal inspiração. O jeito de ser, o modo como vivem, as preferências e como desejam utilizar os ambientes são os pilares que conduzem a realização de cada projeto.

www.mira.arq.br

(11) 3032-4608

contato@mira.arq.br

@mira.arquitetura

 

 

Por Glaucia Ferreira

 

 

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