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Portas: oito dicas da arquiteta Ana Yoshida

As portas revelam, já na entrada, o estilo e a história dos moradores. A arquiteta Ana Yoshida explica como escolhê-las para que sejam muito mais que um elemento de passagem

A porta, principalmente a de entrada, é um dos elementos mais marcantes de uma moradia. Com diversos materiais, sistemas de abertura e tamanho, ela não dá apenas as boas-vindas, como anuncia a personalidade e o estilo da decoração. Inspire-se nos projetos da arquiteta Ana Yoshida e aproveite as dicas para fazer a melhor escolha para seu apartamento ou sua casa.

1. Pronta ou sob medida?

Depende do orçamento e da especificação do projeto. “Embora custe mais do que um modelo padrão, a versão sob medida dá mais liberdade e personalidade ao projeto”, avalia a arquiteta Ana Yoshida, que sempre procura desenhar as portas de seus projetos. Uma vantagem das peças prontas é que algumas empresas oferecem, hoje em dia, kits completos que já vêm com batentes, guarnições e dobradiças – basta instalar.

Porta entre a sala e o escritório desenhada por Ana Yoshida

2. Desenho bem pensado

Ao criar a porta, é preciso que o desenho esteja em sincronia com o restante da decoração. “Deve haver alguma conversa entre a paleta cromática e os materiais, seja para ocultá-la na marcenaria ou destacá-la”, explica Ana. Em seu projeto, a arquiteta propôs uma folha de 2,30 x 2,56 cm para dividir living e escritório. O acabamento de lacafosca magenta é interrompido por uma cava, esculpida na própria marcenaria e revestida por azulejos mostarda. “Mesmo quando fechada, a porta acentua a integração dos planos graças à cava revestida pelo mesmo azulejo presente também no piso de madeira de demolição”, conta.

Porta de serralheria no apê da arquiteta Ana Yoshida

3. Serralheria em alta

As portas de metal podem valorizar a decoração e trazer um ar descontraído”, afirma a arquiteta. Pode-se usar tinta eletrostática para conferir leveza ou deixar a serralheria natural. A primeira opção foi escolhida para o projeto de Ana Yoshida, que usou caixilho e divisões de ferro com aço galvanizado e pintura eletrostática marrom fosco. Para manter a privacidade, ela adotou vidro mini boreal, que permite a passagem de luz natural vinda da lavanderia.

Porta de madeira no apartamento reformado por Ana Yoshida

5. Diversidade de materiais

A madeira é a predileta da maioria dos brasileiros, pois possibilita a criação de diversos tipos de desenhos, além do uso de cores. “Esse material, sinônimo de aconchego e elegância, também permite o uso de acabamentos naturais ou coloridos”, fala Ana. Para os fãs do estilo industrial, uma boa pedida são as peças de ferro. Já as de alumínio são imbatíveis em locais com maresia.

6. Sistemas de abertura

Para economizar espaço, as opções de abertura comum acabam perdendo lugar para as pivotantes. “Parte da folha fica para fora do ambiente quando a porta é aberta, por isso é indicado para lugares pequenos ou onde há móveis perto da entrada”, conta a arquiteta. Já a porta de giro, mais comum, proporciona melhor vedação acústica quando comparada à de correr. Por outro lado, as folhas de correr e camarão ajudam a resolver limitações de espaço.

Porta pivotante e com folha dupla no projeto de Ana Yoshida

7. Combinação de modelos

É possível, ainda, usar diferentes tipos de porta. Em um de seus projetos, Ana usou um sistema pivotante com folha dupla. Uma das folhas é lisa e a outra é ripada, criando efeito visual elegante que dá as boas-vindas no hall de entrada do apartamento.

8. Fixação perfeita

Primeiramente, será preciso contar com mão de obra especializada em cada material e seguir à risca as orientações do fabricante. Para portas de alumínio, usam-se as grapas e calços. Já o kit de porta de madeira, incluindo batentes e guarnições, deve ser instalado com espuma de poliuretano. Depois de injetado no caixilho, o material se expande, trava a madeira e faz a vedação.

Sobre Ana Yoshida Arquitetura e Interiores

Para explicar o portfólio atual e moderno da jovem arquiteta paulistana Ana Yoshida, com escritório desde 2008, é preciso ir além da formação em arquitetura e urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Experiências com comunicação visual de lojas, cenografia de festas e eventos, e a paixão pela dança, que ela traz desde a infância, ajudam a compor o caldeirão de ideias que dá forma aos projetos de decoração e interiores cheios de bossa, estilo, personalidade e elegância.

Ana Yoshida Arquitetura e Interiores

Av. Morumbi, 1660, Jardim Guedala

www.anayoshida.com.br

 

 

 

Por Glaucia Ferreira

Imagens: Célia Mari Weiss / Evelyn Müller

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