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Atelier 1901 realiza projetos colaborativos virtuais com arquitetos incubados

 

 

 

A reforma de uma residência de 250 m2 em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está sendo projetada com a colaboração de uma dezena de arquitetos, cada grupo responsável por uma área da residência. A reforma envolve todos os cômodos e áreas da residência, incluindo projeto de interiores, paisagismo, fachada e outros.

O projeto, captado pelo Atelier 1901, de Curitiba, durante a quarentena, não só aponta para oportunidades durante este período, mas evidencia um método de trabalho bastante promissor. Desenvolvido com uma proposta modular e em etapas, o projeto está sendo elaborado com todos os colabores trabalhando à distância para a realização da empreitada.

Incubadora de arquitetos e urbanistas, o Atelier 1901 também é um hub de captação de projetos que, durante a quarentena, estão sendo desenvolvidos à distância. Duas reformas, uma comercial e outra residencial, estão sendo desenvolvidas de forma colaborativa no momento

 

Incubadora para arquitetos e urbanistas recém-formados, o Atelier 1901 instituiu um modelo de negócios inovador na capital paranaense. Com o objetivo de reunir esses profissionais em um espaço que transcende a ideia de coworking, o Atelier 1901 busca colaborar na capacitação desses novos arquitetos por meio da prática projetual, orientando e estabelecendo parcerias para ajudar no desenvolvimento e consolidação de suas carreiras nesta fase inicial.

Como espaço colaborativo, o Atelier 1901 também foi impactado pelas medidas de isolamento social, como forma de prevenção do contágio do novo coronavírus. Mas isso não impediu que o trabalho dos arquitetos e urbanistas incubados parasse. Cada um deles segue com o desenvolvimento dos projetos pessoais ou captados pelo Atelier 1901.

E, apesar da quarentena, a incubadora, que também é um hub de captação de projetos, conseguiu fechar a realização de dois empreendimentos colaborativos, ambos sendo desenvolvidos à distância, com os arquitetos conectados para a troca de ideias e realização dos projetos. Praticados em duas modalidades coletivas como o hackathon e projeto modular, a realização não só estimulam a busca pelas melhores soluções pelos arquitetos, mas favorecem também os clientes que buscam inovação e soluções eficientes – inclusive financeiramente.

HACKATHON

Uma das iniciativas é a reforma de uma loja de bicicletas de Curitiba. Para o projeto, os arquitetos se reuniram em duplas para o desenvolvimento de suas ideias e apresentar, virtualmente, para o cliente suas propostas, no formato de um hackathon – termo popular na área de tecnologia que consiste em uma maratona de desenvolvimento de projetos (de programação, como ficou conhecido) a partir de uma necessidade com um prazo determinado para conclusão e apresentação da solução.

O Atelier 1901 já conseguiu colocar em prática um hackathon presencial, antes do início da quarentena, reunindo mais de 30 arquitetos incubados, que apresentaram propostas para o quiosque do perfil Tour O Que Fazer Curitiba (@touroquefazercuritiba no Instagram) em um shopping da capital paranaense. O projeto será iniciado quando as atividades de shopping centers na cidade puderem ser retomadas.

Para Ismael Zanardini, idealizador do Atelier 1901 ao lado de Thatiane Botto de Barros, sócios do Studio BaZa Arquitetura e Interiores, em Curitiba, os hackathons são experiências que favorecem o desenvolvimento da prática projetual pelos incubados. “Acreditamos que o formato colabora para a ideia de comunidade que temos no Atelier 1901, estimulando o trabalho colaborativo e o desenvolvimento de ideias. Depois de finalizadas as propostas, no prazo determinado, todos têm a oportunidade de apresentá-las, cabendo ao cliente decidir pela melhor para a realização”.

 

O projeto de reforma da loja de bicicletas em Curitiba deverá ser decidido depois de apresentadas, por meio de videoconferência, as propostas de cada incubado, que terão o prazo de três dias para o desenvolvimento de suas ideias. Caberá ao cliente escolher uma delas para a implementação. Os arquitetos com a melhor proposta assumem a autoria e o desenvolvimento do projeto a partir da decisão.

 

RESIDÊNCIA PINHAIS

Outro projeto captado pelo Atelier 1901, por meio de um parceiro estratégico da incubadora – Diego Paladini, proprietário da Flor e Ser Planta – é a reforma de uma residência em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Captado durante a quarentena, o projeto está sendo desenvolvido virtualmente com trabalho coletivo. A proposta prevê a conclusão da residência, adaptação dos espaços internos e externos, incluindo fachada, além de paisagismo. A residência possui 250 m2 e está localizada em um condomínio residencial da cidade.

Diferentemente do hackathon, em que todos os incubados estão aptos a participar, criando propostas individuais ou em parceria para a escolha do melhor projeto na opinião do cliente, como uma competição, o projeto da residência é uma colaboração entre um grupo de arquitetos. Divididos em duplas, os profissionais vão de dedicar a áreas específicas do projeto.

A decisão de participar do projeto partiu de cada arquiteto. Ao todo, 10 profissionais participam da empreitada. Juntos, eles desenvolveram o conceito e as estratégias projetuais de toda a residência para, depois, em duplas, elaborar as propostas de layout para cada área da construção. Um arquiteto se encarregou do desenvolvimento e unificação da proposta, que já foi aprovada pelo cliente. Agora, em duplas, os profissionais se concentram na elaboração dos projetos de cada módulo.

Os 15 cômodos da residência foram separados nesses módulos. Zanardini e Thatiane acompanham as etapas de desenvolvimento de cada bloco e do projeto como um todo. “Nossa participação como captadores do projeto se resume na articulação da proposta e elaboração do briefing com o cliente, além de orientar e alinhar cada etapa da execução. O desenvolvimento de cada módulo fica a cargo dos incubados, que desenvolvem todos os aspectos do projeto”, revela Thatiane.

Dividida em cinco módulos (social, íntimo, serviço, área externa e fachada), a residência vai receber intervenções em etapas. A primeira, que já está em fase de detalhamento e desenvolvimento de ambientes, é a área social. Depois de aprovada a proposta para a área, compete ao cliente iniciar a execução.

Um aspecto importante do projeto é a sua organização. Ao invés de ter grupos responsáveis por apenas um aspecto (projeto executivo, interiores, detalhamento etc.), como costuma acontecer em escritórios de arquitetura, cada dupla assume todos esses aspectos para a elaboração do projeto.

Outra vantagem em relação à execução do projeto em módulos é a indicação de um cronograma de investimento financeiro para o cliente. “Dessa forma, ao invés de ele precisar desembolsar uma quantia de dinheiro de uma só vez, conseguimos orientá-lo sobre o investimento por etapa, antecipando a necessidade de reserva de capital e garantindo a execução no prazo determinado”, completa Zanardini.

 

Por: Glanz

Imagens: Milena Pszepiura e Priscilla Tanaka, arquitetas responsáveis pelo módulo I – Social, do projeto de reforma da Residência Pinhais.

 

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